Skoobs

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Soterram também a informação, o debate...

Acabei de ler um artigo muito interessante e que para alguns desavisados e apressadinhos nervosos pseudo-defensores do ser humano, podem acabar achando que o texto critica a cobertura da mídia ao tratar com tanta tristeza os mortos, feridos e desabrigados na catástrofe que se tornou as enchentes no sul do país.

Mas penso e corroboro com o seguinte, insistindo na tecla, há mais desinformação do que jornalismo real nos meios de comunicação. O que só se vê e lê é comoção atrás de comoção, quando não leviandades e verborragias críticas em cima de governos e governantes. Cadê o debate sério? A crítica ao mercado e as elites especuladoras? Podem dizer que sou ingênuo, mas a verdade é que sei sim o quanto isso é pedir demais para os meios de comunicação. Só que no fundo não estou pedindo aos meios, mas sim à sociedade, a todos nós. Nós que temos que cobrar e nos cobrar.

Claro que devemos nos comover, se envolver. Claro que temos problemas estruturais, políticos e, agora, de emergência para resolvermos. No entanto, não vejo muito, além ou após a cobertura solidária aos desabrigados uma matéria em que se discuta porque situações como essa não param de acontecer em nosso país.

Alguns trechos do artigo que nos faz pensar um pouco além da cobertura oficial:

"Impossível não nos ficar a impressão que autoridades e mídia, e talvez uma boa parte da sociedade, já assimilaram como fatos naturais do destino brasileiro as horríveis mortes por soterramento e enchentes que anualmente fazem dezenas de vítimas nessas épocas de chuvas mais intensas. Diluem-se assim comodamente nesse cenário de pretenso destino compulsório as responsabilidades públicas e privadas na verdade responsáveis por tantas vidas violentamente ceifadas."

"A questão essencial é que estão sendo ocupadas pela urbanização, à vista e com o beneplácito oficial, áreas que por suas condições geológicas jamais poderiam ser utilizadas para tal fim. Pior, estão sendo ocupadas utilizando-se de expedientes técnicos (desmatamento, cortes, aterros, disposição viária...) totalmente contra-indicados para tais situações."

"Para uma mais acurada compreensão do problema e para o correto equacionamento de sua solução, é indispensável considerar separadamente dois aspectos fundamentais, mas bem diversos, dessa questão; o fator técnico e o fator político-social-econômico."

Segue alguns outros exemplos de enchentes que enfrentamos esse ano aqui no Brasil:
Novamente, nossa amiga Globo nos fornece o material.








O artigo é do geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos e foi publicado na Agência Carta Maior.

Atrás do trono existe um outro rei...


Há um tempo atrás conheci um site muito interessante. Ele me chamou a atenção por diversos motivos. Segundo o próprio site www.theyrule.net ele objetiva fornecer uma olhada em alguns dos relacionamentos da classe governante nos EUA. Faz um exame focalizando nas diretorias de algumas das companhias mais poderosas dos EUA, que compartilham muitos dos mesmos diretores. O usuário pode gravar um mapa das conexões completas com suas anotações e enviar por email links destes mapas a outros.

Então, para quem se interessa em conhecer um pouco mais sobre os que realmente comandam as finanças e a política no mundo, vale a pena visitar esse site. Apesar dele estar desatualizado desde 2004, pode-se visitar o blog para ficar por dentro das atualizações.

Descobre-se, por exemplo, quantos acionistas (diretores) estão envolvidos nessas empresas. Um diretor que está envolvido com a American Express também está envolvido com a Xerox (Vernon E. Jordan, Jr.), sendo que na Xerox há um diretor que se envolve com a AT&T e a General Eletrics, e assim por diante. No fundo ficamos com a sensação de que eles que comandam nossas vidas.

Fico imaginando muitos lendo esse post e me achando um jovem ingênuo, que acha que está dizendo uma novidade, ou me criticando por estar dizendo uma bobagem e algo que todos já sabem e que não tem nada demais. Posso até concordar, mas que acredito com todas as minhas forças que só sairemos dessa nossa condição humana com tanta desigualdade, guerra e intolerância, quando mudarmos nossa maneira de construir nossas sociedades, sem esse corporativismo, mercadorização até da sombra... Esse site ajuda a vizualizar melhor como funciona a estrutura corporativa em nosso planeta. As relações humanas.

Um filme documentário é muito interessante de se ver nesse contexto e complementar o que estou querendo dizer é o canadense "The Corporation", muito conhecido por aqui, no Brasil (ainda bem!).

The Corporation (2003) - Legendado PT-Br


Para quem prefere baixar em torrent para guardar ou ver com mais tempo e melhor qualidade, pode-se baixá-lo por aqui:

Torrent
Legenda Pt-Br

O documentário fala sobre a história das corporações no mundo (as famosas S.A.) e suas influências sobre a humanidade, em áreas como política, economia e meio ambiente.

Um pouco sobre o filme você pode ver aqui.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ronaldo e você, tudo a ver!

Assumo. Sou flamenguista. Doente. Não vou dizer que não queria ver o Ronaldo fenômeno vestindo a camisa rubro-negra. Seu time de coração, segundo ele próprio. Mas também não fazia tanta questão assim, ainda mais pelo seu estado físico. Contudo, estrela é estrela e é sempre bom tê-los conosco.
Não que esse assunto seja algo muito importante para o mundo, no entanto, como flamenguista e sempre desconfiado das relações extra-campo e das coisas que acontecem por detrás das câmeras, resolvi fazer esse texto.

Uma coisa está me intrigando muito. Essa contratação do fenômeno pelo Corinthians está me cheirando muito mal. Na verdade, não que esteja cheirando mal, envolvendo corrupção ou coisa do tipo, apesar de não descartar essa hipótese, mas declarações do próprio Ronaldo, do Márcio Braga - presidente do Flamengo e a cobertura da Rede Globo estão me deixando um tanto intrigado.

Achei muito trânquila e resignada a posição dos diretores do Clube de Regatas Flamengo, principalmente por demonstrarem-se, anteriormente, muito interessados e envolvidos em ajudar Ronaldo a se recuperar e possivelmente contratá-lo para 2009. E agora, do nada, ele vai para um clube brasileiro, paulista, rival e dizendo que o time carioca não ofereceu nenhum projeto ou coisa do tipo. Péra lá!! Será que não mesmo????

Aí que eu acho que entra a Rede Globo nessa história. Algum dedo dela tem nessa contratação e o CLUBE DE REGATAS FLAMENGO sabe de tudo e está deixando e, claro, para estar deixando, deve estar recebendo alguma coisa em troca... vai saber... 


Se estão errados, se isso é ilegal, anti-ético.... já nem sei... só estou colocando a questão e querendo saber por que isso não se torna aberto. Ou pelo menos as pessoas discutam de maneira mais honesta (claro, se essa minha hipótese estiver correta).

Tive essa sensação aumentar ainda mais hoje (quinta-feira, 11-12-2008) ao assistir o Globo Esporte e no final o Ronaldo visitar o estúdio para fechar o programa fazendo gracejos com os apresentadores e assinando a camisa do Corinthians para promoção com o telespectador.


Questões que me fazem pensar que a Globo colocou Ronaldo no Corinthians:

- Primeiro de tudo. Ronaldo traz dinheiro. Isso é Óbvio!
- Ronaldo vindo para o Brasil tem que vir para time de massa. Quais são os dois maiores times de massa do Brasil? Flamengo e Corinthians. Assim vende-se mais ingressos, mais camisas e outros produtos, mais audiência, etc, etc, etc...
- São Paulo é "mil" vezes maior que o Rio de Janeiro, não só em extensão, como em população.
- O campeonato paulista além de ser um dos maiores campeonatos do mundo em competitividade, tem mil vezes mais estrutura, qualidade e audiência que o campeonato carioca.
- E para terminar, nunca a Rede Globo transmitiu segunda divisão. E segundo me contaram (parentes paulistas) alguns (senão todos) jogos do Corinthians aos sábados foram trasmitidos pela Rede Globo. Não estou certo, mas não lembro disso acontecer com o galo, Palmeiras, Grêmio, etc....
- E por último e até mais óbvio, o contrato do fenômeno com a Nike. Ficou claro que as relações do Flamengo com a Nike esse ano de 2008 não foram muito boas. E talvez nem venha a continuar como patrocinardora do clube. E no Corinthians o patrocínio com a empresa vai indo muito bem.

Não podemos negar. A Rede Globo manda no esporte brasileiro. Pelo menos nos esportes de massa, como futebol, vôlei, corrida, entre outros...

Vou deixar este post em aberto ainda. Espero contribuições e críticas (caso necessite) para que eu fique mais por dentro do que está acontecendo... e quem sabe a carapuça de alguns cair. Foram só impressões de um flamenguista decepcionado, mas que após o Globo Esporte de hoje passou a desconfiar dessa transação. 


Não gosto de ver essas artimanhas sujas e por debaixo dos panos com funcionários dessa emissora fazendo carinhas e escrevendo textos como se não soubessem de nada. Estou louco pra ver essas turminhas ficarem com cara de cú alguma hora... rs... A internet nos ajuda muito nesses novos tempos... Antigamente o que Eles diziam ficava por isso mesmo. Agora não. Na política ou no esporte, micro ou macro, a mentira e a corrupção tem que pelo menos diminuir ou ficar mais latente, ciente. 

Espero que num futuro não me torne um velho que diz ter aprendido a não mais bater de frente com o sistema e passar a ser um surdo e mudo que se tornou bem sucedido que paga minhas contas e que sabe que não pode mais mudar o mundo... nem que seja um tantinho só, junto com outros que pensam igual. Sei das dificuldades, mas acredito na força dos que pensam diferente.

Vamos ver se o fenômeno vai dar essas entrevistas em outras emissoras, fazer promoções... assim saberemos mais se a Globo está com privilégios ou não nessa história.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Faltou educação!


Recebi semanas atrás um e-mail intitulado "CARTA DE REPÚDIO À REVISTA VEJA". Numa mistura de felicidade e tristeza, li com muita atenção o texto em que a viúva de Paulo Freire, um dos maiores pensadores que o mundo contemporâneo já produziu, escreveu para responder a um artigo publicado na revista em setembro deste ano.
Segue um trecho do artigo e em seguida a resposta de Nita.

VIÚVA DE PAULO FREIRE ESCREVE CARTA DE REPÚDIO À REVISTA VEJA
Publicado em 12 de setembro de 2008 às 10:38

por CONCEIÇÃO LEMES


Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:

"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.

Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:

"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio, por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas, camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do "filósofo" e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu "Norte" e "Bíblia", esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire.


Eu tenho nojo dessa revista. Eisntein deve ter se revirado em seu túmulo ou trocado risadas irônicas ao lado de Freire aonde quer que estejam. Viva Einstein e Freire!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Educação liquidada...

Já conhecia por meio da internet o grupo "Cia Barbixas de humor", mas recentemente recebi um vídeo deles muito interessante e engraçado fazendo uma paródia das propagandas que fazem anúncio de universidades pagas. Apesar do vídeo ter sido feito para uma outra universidade paga de São Paulo e não caberá aqui julgamento desta e nem de outras específicas, achei que o vídeo além de fazer rir também faz pensar.

UNINADA - Cia. Barbixas de Humor


Existem outros dois vídeos parodiando esses comerciais, mas esse foi o que mais me fez rir e pensar nesse post.

Pensei, principalmente, em duas coisas. Como está sendo um descalabro essa invasão de universidades pagas que só têm o intuito de fazer dinheiro, lucro. Deixando para trás o que mais deveria preocupar quem estabelece o comprometimento com a educação ao criar uma casa do saber.

Não conseguimos mais ver quase nenhuma diferença entre um comercial das casas Bahia com o de uma universidade. Todos têm promoções imperdíveis, letras miúdas ilegíveis, textos animadíssimos e em alta velocidade, gente bonita pra dedéu e hiper mega felizes, e por aí vai... mas é isso... as coisas estão cada vez mais uniformizadas pela propaganda, pelo comércio, pelo mercado... "Uai! (me diria um mineiro... rsrs) Mas tem que ser assim mesmo! As pessoas precisam sobreviver, pagarem suas contas, se não vender, se não for assim, perde espaço no mercado e assim, excluído do sistema não terá como se sustentar... e quem vai pagar as contas??? Você??" Costumo ouvir muito isso. No final do mês quando chega uma conta sempre lembro disso, mas não me deixo enganar tanto assim por esse raciocínio... Mesmo sabendo que realmente precisamos pagar contas. Só acho que os meios estão confusos, obtusos, perdidos...

Sou do tipo que acredita que a educação, principalmente a pública, se tornou o que é hoje pela criação das escolas particulares. A partir do momento que você separa os ricos dos pobres, você separa os privilégios. Essa segregação se estabelece em praticamente tudo. Cria-se um desgaste, um abandono do Estado, ou do que é público para que em seguida comecem a dizer que o Estado está falindo (ou falido mesmo) e que nada melhor do que dar a "liberdade" a sociedade para que ela (mercado) estabeleça novas e melhores condições para suprir o que o Estado não teve competência para gerir. Vimos isso não só na educação, como nas telecomunicações, entre outros... Se há males que vem para o bem, acho que também devem ter bens que vem para o mal. Acho que muitas coisas melhoraram sim, claro... não sou maluco e cego. Só acho que essa falência do Estado, na maioria dos casos, é lorota, mentira e quando é verdade é construída... Não sou contra o mercado, por mais que possa estar parecendo. Sou a favor do equilíbrio. Tem que haver os dois. Só que entre os dois prefiro algo público, pois teríamos a quem recorrer ou depor. Já em instituições privadas só podemos "recorrer" ao Procon e olhe lá.

Acho engraçado esse discurso próneoliberal que defende com unhas e dentes o livre mercado e na hora em que ele entra em "crise" corre como uma criança no colo do Estado (do público, nosso, de todos) para pedir empréstimos e consignações sempre com a retórica de que se isso não acontecer a sociedade, a economia pode entrar em colapso, estagnação (olha o terror aí gente!!), inflação nas alturas, desemprego... DESEMPREGO!!! Esse é o grande discurso.... fingem se preocupar com o povão para recorrer ao nosso dinheiro!!! Ahahahahah!! Dá vontade de rir. Novamente bônus para eles, ônus para todos.

Voltando um pouco para a educação, mas mantendo esse pensamento mercado/Estado, acho engraçada essa defesa do livre mercado como solução de muitos problemas que o Estado não teve competência para gerir, ou pela defesa da liberdade individual de escolha (como se não houvesse com instituições públicas. Como se só houvesse a possibilidade de existir ou uma nação em livre mercado, liberal, ou uma nação "comunista", fechada, 100% estatal, controlada à mão de ferro... pô, pessoal, já tá na hora de parar com esse pensamentozinho década de 80 alá Reagan). Não param de chover casos em que se prova o quanto as instituições particulares também não estão conseguindo gerir seus proprios negócios. A culpa, claro, deve ser do Estado ou dessas crises que não param de pulular pelo mundo.


Gostaria de ver uma lei do senador Cristovão Buarque ser aprovada (claro que ele já sabe que não será) que faria com que todo cidadão eleito para um cargo político público fosse obrigado a matricular seus filhos em escolas públicas. Com o perdão do exagero, seria a salvação do país! rsrs... Imaginem só a melhoria que as escolas públicas sofreriam? Agora imaginem o êxodo nas escolas particulares... os com maior poder aquisitivo indo para as escolas municipais, estaduais e federais?? A melhoria na educação na infra-estrutura que haveria nas escolas? Imaginem só pobres e ricos, negros e brancos convivendo muito mais? Teríamos cidadãos muito melhores!!! rsrsrsrsrs!! Só sonhando e brincando mesmo!

Mas vamos ver uma coisa. Quando uma universidade pública entra em greve de funcionários, de professores ou até mesmo de alunos, como essas notícias são transmitidas pelos meios de comuicação? E quando há greve em universidades particulares? Não que não tenha matérias jornalísticas a respeito, mas eu não to lembrando de nenhuma... e se tiver e quando tiver, vale avaliar o conteúdo e tipo de abordagem da notícia.

Vale lembrar também na saúde. Claro que sofremos sim e muito com o serviço público de saúde, apesar de alguns bons exemplos aqui e ali (e vale lembrar, pouco falado nos meios), mas e matérias sobre o assalto que se tornou os planos de saúde? E sobre o mal atendimento e até mesmo picaretagem de médicos e funcionários de hospitais ou clínicas particulares?? E discussão sobre o absurdo HUMANO que é uma pessoa sofrer um acidente, estar morrendo, sei lá... qualquer coisa do tipo... e por algum motivo estar mais próximo de um hospital particular e NÃO PODER SER ATENDIDO!!! "Senhor, qual o seu plano???" SOBREVIVER!!!!!!! Por favor, pode ser?!?!??!?! Vale ver o filme $ICKO do Michael Moore sobre o sistema de saúde americano para termos uma noção de onde surgiu essa mentalidade para mim doentia.

Se alguém quiser baixar o filme Sicko por torrent e a legenda em Pt-Br
- Torrent
- Legenda 



Por enquanto é só... achei importante comentar sobre isso... volto a tratrar do assunto brevemente.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Contra a lei Azeredo



Talvez por falta do que fazer, ou para nos fazer esquecer seus processos com caixa 2 de campanha, o senador Eduardo Azeredo do PSDB- MG, enviou projeto que vai a votação na semana que vem no Congresso Nacional. A redação dele é totalmente inaceitável para o cliente de serviços de internet no Brasil. Caso a lei seja aprovada, você, que está lendo isto, será automaticamente considerado a priori como criminoso pelo poder público.

E não se esqueça de participar do Manifesto em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira. Eu já assinei. É só clicar aqui.

Esse post foi visto no blog do Marcelo Tas (considerado um dos melhores blogs do Brasil pela Revista Época)

Leia mais matérias aqui sobre esta lei tão significativa que, infelizmente, pode ser aprovada e mais infelizmente ainda não é divulgada e debatida pelos principais meios de comunicação (POR QUE SERÁ!??!!??!?!?!).

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ética automobilística II

Acho que as coisas não estão boas mesmo. Mal fiz o primeiro post e já me vejo aqui, novamente obrigado a postar outro sobre o mesmo assunto...

Esses dias vi um noticiário na Globonews sobre o impulso nas vendas de carros usados na capital paulista. Não é a primeira e acredito que não será a última vez que me surpreendo com esse tipo de matéria.


quinta-feira 27/11/2008

Será que é disso mesmo que São Paulo, ou qualquer outra cidade esteja precisando??? Aí, novamente me pergunto: Até onde vai a responsabilidade dos meios de comunicação ao produzirem esse tipo de reportagem? Não estou querendo questionar que não façam essas matérias, ou até mesmo que vendam carros, mas sim em fazer essas, e quase todas as outras matérias, dessa forma. Mas de que forma?? Poderiam me perguntar. Essa forma (quase como uma fórmula) de anular, isolar questões que, a princípio, são as mesmas ou estão interligadas. A questão da poulição está diretamente ligada ao consumo irrefreável de carros; assim como o trânsito caótico, e por aí vai.... O que a grande mídia faz, quando monta uma matéria, uma pauta nesses moldes, está automaticamente isolando os princípios das verdadeiras questões. Carro está diretamente ligado a emissão de poluentes, entre outras coisas. Assim como nós, seres humanos, que estamos ligados uns aos outros, socialmente falando. Não sou jornalista e acredito que devo aprender muito sobre esse maravilhoso ofício, mas acredito que ao se montar matérias como essas, deve-se levar em conta (como princípio ético, aliás!) que um assunto pode estar interligado a outros. Assuntos de interesse e resposabilidade social como o caos urbano e ambiental que se tornou a nossa frota de carros circulando pelas rodovias. Por isso acredito que cabe ao universo midiático não se omitir de suas responsabilidades éticas sociais.

Depois não gostam que chamem tais reportagens de "matérias compradas"... não afirmamos nada... apenas fica a impressão...

Acho engraçado quando fazem uma matéria toda "bonitinha", "preocupada" e "responsável" tratando dos problemas advindos do caos nos trânsito...


segunda-feira 22/09/2008

... em nenhum momento a reportagem cita o estímulo que os próprios meios e o governo dão à venda de carros. Sempre com o argumento do estimulo ao desenvolvimento econômico, mais empregos, mais isso, mais aquilo... e coerêmcia que é bom, nada... "Claro, não podemos atrapalhar as vendas de quem nos paga..."

Quando fazem uma reportagem que se estimula o crescimento econômico, como na primeira matéria, não vejo em nenhum momento discutirem quais poderiam ser as conseqüências das vendas desses carros maravilhosos ao ambiente social, a não ser "estimulos" à nossa economia... Meu Deus, está faltando ética!!! Não está??? E se está faltando ética, é crime, ou algo muito próximo. Não venham falar que o mundo é assim, que estou sendo juvenil, ingênuo... sei da realidade, sei que nas relações o buraco é mais embaixo. Só acho que, precisamos usar desses "novos" meios de comunicação que são os blogs e afins para colocar cada vez mais o dedo na ferida, questionar, ir de encontro com o que não acreditamos mais.... Queremos, pelo menos, ver a mídia discutir a própria mídia. Ou são tão intocáveis? E se estão fazendo auto-análise, não estou vendo ou está muito pouco! Se é que está havendo!



Tem um filme documentário muito interessante chamado "Orwell Se Revira No Seu Túmulo" (no original "Orwell Rolls In His Grave"), dirigido por Robert Kane Pappas. O filme investiga o que a mídia não gosta de falar: Sobre si.
Reconstituindo meticulosamente o processo pelo qual a imprensa têm distorcido e frequentemente negado acontecimentos noticiosos reais, Pappas apresenta uma eloquente e fascinante mistura de profissionais da mídia e de orientadoras vozes intelectuais na imprensa.

Orwell Se Revira No Seu Túmulo


Para quem quer baixar em torrent:

Orwell se revira no seu túmulo (lengenda em português)


Outro filme que trata desse assunto é o média documentário brasileiro chamado "Sociedade do Automóvel", com duração de 40 minutos e direção de Branca Nunes e Thiago Benicchio.


Sociedade do Automóvel


O documentário é sobre São Paulo, mas serve para a maioria das grandes metrópoles. Vale conferir.

Para terminar, nada como lembrar as propagandas que passam nos intervalos desses noticiários:



Dossiê Venezuela

Desde que Hugo Chávez se tornou presidente da Venezuela muitas coisas foram especuladas a respeito. Muitos o amam, muitos o odeiam. Para muitos ele representa uma das principais resistências ao neoliberalismo e para outros muitos apenas mais um ditador populista cheio de retóricas vazias.

O que mais me interessa aqui não é desfiar sobre qualquer tipo de julgamento a respeito de Chávez ou mesmo seu governo. De antemão já deixo claro minha posição. Não o amo nem o odeio. Ao mesmo tempo que não o acho santo, não o considero um ditador, longe disso, por sinal. Como todo processo de mudança, seu governo também comete erros. Não são infalíveis. No entanto acredito na força simbólica e política que esse governo venezuelano vem estabelecendo no cenário mundial nos últimos quase 10 anos. Que muitos dizem ser por meio de uma ditadura. Eu discordo. Ele está sendo eleito. Eleições e referendos são aplicados e ele já saiu vitorioso e derrotado, como em qualquer democracia. Porque será que as matérias que saem no noticário não tratam o governo norte-americano como uma ditadura?? O que seria o consenso de Washington?? O que seria o Ato Patriótico nos EUA?? Acredito ser muito pior e ditatorial. Apesar da grande desculpa anti-terror.

Sei que minhas leituras podem estar dando impressão de estar fortemente a favor de Chávez, mas não é a verdade. O que acontece é que sou e estou contra a maneira como se faz jornalismo hoje em dia. Antigamente "podíamos" entender, no entanto, em tempos de internet, não acredito ser mais possível ser tão discarada a mentira e a manipulação de dados e omissão de informação nos noticiários. É parcialidade demais pro meu gosto!



Não consigo ver imparcialidade numa matéria desse tipo. O tempo todo a notícia é ressaltada pela visão da "derrota" de Chávez, que perdeu em cidades importantes. Peraí!! Seu partido venceu em 17 dos 23!!!!!!! Como diria o Luiz Carlos Azenha em seu blog:

"A mídia brasileira prefere esquecer, mentir, omitir ou distorcer: Chávez acaba de "perder" eleições regionais em que candidatos apoiados por ele venceram mais de 70% das prefeituras e "apenas" 17 de 22 governos regionais. Isso com o petróleo em baixa e a inflação em alta, depois de 10 anos de desgaste no poder.
A mídia brasileira prefere esquecer que Correa reformou a Constituição com apoio de mais de 60% dos votos, que Morales foi mantido no poder com 66% de "sim" e que Lugo chegou ao poder prometendo renegociar o acordo de Itaipu e fazer a reforma agrária.
Independentemente da permanência destes líderes no poder, o que os levou até lá veio para ficar: a defesa de interesses nacionais (deles) que em alguns casos se contrapõe a interesses de empresas brasileiras."

E para tentar mostrar que a questão aqui não é estar a favor ou não de Chávez e sim contra o tipo de jornalismo sem ética que se pratica e não está mais dando pra ser praticado em nosso tempo... segue um pouco de material audiovisual de boa qualidade para se ver, pensar e discutir. Ver que o buraco é muito mais embaixo e que o que essas grandes emissoras dizem tem muito dinheiro por trás para dizer o que eles dizem. E não apenas uma mídia informativa imaparcial para o bem da nação.

Como não quero ficar estabelecendo minhas posições políticas pessoais e sim deixar com que os outros meios de comunicação nos façam refletir sobre o que vem ocorrendo em torno dos acontecimentos que envolvem a Venezuela, política, econômica, cultural e socialmente, seguem alguns vídeos e filmes.

Fiz um apanhado de vídeos, filmes, reportagens e entrevistas que trataram dos principais eventos envolvendo o governo de Hugo Chávez. Principalmente a respeito dos fatos ocorridos na tentativa de golpe ocorrido em 2002.

Fiz apenas uma seleção do que poderia nos ajudar a refletir melhor sobre os fatos e ver como nossas opiniões às vezes esbarram na desinformação irrefreável que os grandes meios de comunicação nos proporcionam. Perceber também como há muito mais informação entre o céu e a terra que nossa vã filosofia não explica. Serve para percebermos como as fontes saídas dos meios de comunicação são extremamente tendenciosas e obtusas. Quando não agindo de extrema má fé.

Contudo, espero aqui, não levantar bandeiras e defesas cegas, mas sim, pretendo que com esses vídeos e informações o debate aumente em torno do papel e das responsabilidades dos meios de comunicação em nossa sociedade. A discussão em torno da ética precisa ser retomada. Estamos soltos em meio a uma selva onde tudo pode ou nada pode. Acredito que não sejam as únicas opções.

Novamente, o que precisamos fazer é distribuir mais e novas informações para o maior número de pessoas possíveis. Nós, que nos informamos, corremos atrás de ler e ver o que não está na grande mídia, ainda somos uma minoria. Às vezes parece que não, mas ainda somos sim. Andamos nas ruas, conversamos com as pessoas e só ouvimos assuntos que estão sendo tratados pelos "principais" canais de televisão, de jornal e de rádio. É o jogo do brasileirão, a briga da Luana, tiroteio não sei aonde, etc, etc, etc... Não que esse tipo de entretenimento que eu considero barato não tenha o seu lugar. Não acho que todas as pessoas devam o tempo todo conversar sobre filosofia e política "avançada", mas acho que estamos, sim, perdidos. Zumbis) Quando temos assuntos na boca do povo que trate de assuntos que deveriam interessar mais as pessoas, a meu ver, como questões culturais, políticas, sociais, econômicas, sociais, etc... conseguimos realizar nossas vontades e impedir que "saqueadores políticos e econômicos" tomem conta de tudo que é nosso. Nossa liberdade.

Muitos podem dizer: "Ai cara, que papo chato esse. Coisa pra baixo. A gente tem que estar pra cima. Ver as coisas pelo seu lado positivo. Tudo na vida tem seu lado bom e ruim, cabe a gente escolher como quer ver...."

Eu discordo e parafraseio Saramago: "Não sou pessimista. O mundo é que está péssimo". Essa frase por sinal vi num post feito por um amigo meu em seu blog Sangue de Barata. Veio a calhar o texto sobre esse grande escritor português. Não acredito nesse mundo bom. Que ele tem coisas maravilhosas, com certeza sei que tem. A questão é que não estamos felizes de verdade. Para confirmar o que estou dizendo basta sair as ruas e ver a cara das pessoas. Sejam ricos ou pobres.

Mas para parar de falar começar logo com os filmes, segue um clássico e muito conhecido sobre a manipulação dos principais meios de comunicação da Venezuela para ajudar no golpe que tiraria Hugo Chávez do poder por dois dias.

A Revolução não será Televisionada
(legenda em português)


Segue um bom e curto resumo sobre o filme aqui. (para que o post não fique imenso)

Esse filme causou tanta discussão e desconforto (para os que odeiam Chávez) que foi feito um outro filme para rebater todas as acusações feitas pelos diretores irlandeses no "A revolução não será televisionada". O filme se chama "Radiografia de una mentira". Ele é o registro de um seminário dado em uma universidade venezuelana pelos dois produtores do documentário, Wolfgang Schalk e Thaelman Urgelles, com a presença de alguns outros convidados.

Os diretores alegaram que o filme irlandês não passava de uma peça de propaganda financiada pelo regime de Chávez e que, através de manipulações de imagens, inversões cronológicas, utilização de imagens antigas, colagem e, principalmente, gravíssimas omissões informativas, tentaria passar para os espectadores uma imagem inocente do presidente.

Esse vídeo não é achado em nenhum outro lugar a não ser no Google Vídeo. Não se acha em torrent, em programas p2p, sites. Muito menos legenda em português. Mas vale a pena ver mesmo em espanhol com legenda em inglês (é bem tranqüilo) para se ter uma noção dos contra argumentos de quem está do lado contrário ao governo de Chávez. Quem não tiver tempo ou paciência para ver aqui ou no Google Vídeo mesmo, pode deixar baixando. É simples. No canto direito da tela é só clicar em "Download Vídeo - iPod/PSP". Podendo ver depois com mais calma.

Radiografia de uma Mentira
(Em espanhol com legenda em inglês)


Renato Rovai (um dos criadores da Revista Fórum e um dos jornalistas mais informados sobre os acontecimentos na Venezuela após o golpe em 2002) deu uma entrevista à TV Câmara em 2007, quando estava lançando o seu livro "Midiático Poder" sobre a força e influência dos meios de comunicação na tentativa de destituir Hugo Chávez do poder. Vale conferir para se ter uma noção maior dos fatos ocorridos naquela época e também detalhes da situação local e como ela difere e muito de como é retratada pelas grandes mídias.

Primeira parte 1/3 (dividido em três partes)
video

segunda parte 2/3

terceira e última parte 3/3

Nesse mesmo canal já foi debatido o assunto por outros especialistas. Para quem quiser assistir, segue o link.

Debate sobre o governo de Hugo Chávez.

No debate produzido pela TV Câmara, o documentário é analisado por Gilberto Maringoni, jornalista e historiador; José Carlos Aleixo, doutor em Ciência Política; José Carlos Avellar, crítico de cinema; e pelo deputado federal Francisco Rodrigues (PFL-RR), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Venezuela. Eles falam sobre o cenário político da Venezuela, o papel dos grupos de comunicação na tentativa de golpe, a influência dos Estados Unidos, a democracia na América Latina e as relações entre Brasil e Venezuela.

Outros filmes e vídeos foram produzidos para debater o assunto e até mesmo contra argumentar, criticar o que era veiculado nos grandes meios de comunicação.

Filmes como:

Otro modo es posible... en Venezuela
(85 minutos - Direção: Grabriele Muzio; Elisabetta Andreoli e Max Pugh)
(Em espanhol com legenda em italiano)




Este documentário fala das origens da situação social e política na Venezuela. Sua filmagem coincidiu com o aniversário de seis meses após o golpe de 11 de abril de 2002. Esta centra a sua atenção sobre a comoção causada pelo golpe e da reação popular que se seguiu, cuja força restabeleceu o poder do governo. Este documentário é uma homenagem calorosa e vigorosa para a consciência social e política do povo venezuelano e da sua determinação na defesa da democracia, da justiça e da paz. Este filme conta a história de outro mundo e outra forma que é não só possível mas já existem na realidade.


Venezuela, um mundo por ganar
(43 minutos - Direção: David Segarra)
(Em espanhol, sem legenda)


A revolução bolivariana vista do lado de dentro e pelo lado de quem está de fora.


Puente Llaguno, clave de una massacre
(105 mintuos - Direção: Ángel Palácios)
(Em espanhol)



Durante os protestos populares de apóio ao presidente em Puente Llaguno, 19 pessoas são assassinadas por franco-atiradores. Em uma excepcional montagem, os meios de comunicação da oposição apresentaram as mortes como vítimas dos círculos bolivarianos e de franco-atiradores do governo de Hugo Chávez. Esse documentário expõe algumas dúvidas razoáveis: Se a manifestação da oposição não passava por ali a quem disparavam essas pessoas? Se disparavam contra manifestantes desarmados por que e do que se protegiam atirando-se ao chão? O que aconteceu aos franco-atiradores capturados nos edifícios próximos? Por que muitos familiares das vítimas defendem os que dispararam alegando defesa própria enquanto os meios insistem só em nos mostrar a outra versão?


War on democracy
(96 minutos - Direção John Pilger)
(Inglês com legenda em espanhol)



Neste documentário John Pilger sugere que, mais além de levar a democracia ao mundo, como sempre o governo dos Estados Unidos propaga, na verdade ele faz de tudo para que isso não aconteça. O filme inclui agentes da CIA que revelam como eles propagam sua guerra particular na América Latina.

O filme não se restringe ao eventos ocorridos na Venezuela. Ele expande suas investigações para outros governos latino americanos que sofreram intervenção direta ou indireta dos EUA, mas usa uma grande do tempo do filme para ilustrar os acontecimentos venezuelanos, com informações que complementam muitas coisas que vimos por aqui. O filme, para mim, peca um pouco, as vezes, por ser muito dramático e aparentemente tendencioso demais. Mas vale conferir.


Esse post chega ao fim por enquanto. Ele receberá novas informações logo. E receberá revisões para que possíveis erros sejam corrigidos e melhoras sejam feitas. Qualquer sugestão, crítica, pergunta que queiram deixar, fiquem a vontade.

Para quem gosta de baixar filmes em torrent, seguem os links:

A revolução não será televisionada (legenda em português)

Venezuela, um mundo por ganar

Puente Llaguno, clave de una massacre

war on democracy (legenda em português)


os outros filmes não encontrei em torrent.


Após essa saraivada de material sobre os acontecimentos na Venezuela após abril de 2002, faça sua reflexão, debate e tire suas próprias conclusões.

Não tenho a mínima idéia do que fazer e do que tem que ser mudado nesse mundo. Mas prefiro agora dentro dessa minha confusão interna, usar uma frase do anteriormente citado José Saramago.

"Quantos delinqüentes existem no mundo? A violência já atingiu o nível da barbárie. A corrupção chegou a tal ponto que é um problema de linguagem. A palavra bondade hoje significa qualquer coisa de ridículo. É preciso conquistar, triunfar. Ninguém se arrisca a dizer que seu objetivo é ser bom. Querer ser bom em uma época como esta é se apresentar como voluntário para a eliminação. Como chegamos a isso?" Até que concluiu: "Para mudarmos a vida, é preciso mudarmos de vida."
(retirado do blog Sangue de barata)

Ética Automobilística I

Realidade vs Ficção. Essa é a relação entre o que vivemos quando saímos às ruas e quando ligamos a tv e vemos um dos zilhões de novos comerciais de carros lançados no mercado.

Vivo na capital do Rio de Janeiro. Apesar de hoje em dia isso não ser mais definidor da questão aqui abordada, pois percorro diversas pequenas cidades e me vejo preso em trânsitos, ar poluído, carros a toda velocidade, etc... Um exemplo concreto (sem trocadilho): Quem já foi, está, ou ainda vai para Ouro Preto (cidade histórica, importante e linda de MG) pode perceber o que estou falando. Cidade turística de pequeno porte, mas que não está mais suportando a quantidade de carros, motos e ônibus dentro dela, principalmente o centro. O cheiro da fumaça é insuportável, os carros não te deixam mais passear à vontade, a vista não é mais a mesma com tanto carro estacionado e circulando. Isso Ouro Preto. Cidade pequena. Agora voltamos ao Rio de Janeiro, que também é turística, no entanto é MUITO maior que a cidade mineira.

As ruas hoje em dia são moldadas por carros! Não existe mais espaço onde não tenha carros estacionados. As calçadas não são mais traçadas pelas guias, mas sim por carros. Vivemos sob o domínio do som. Do som dos automóveis, do trânsito (e dos canteiros de obras!!! Aaaahh!!! Tem um prédio sendo construído do meu lado!!!! rs). O cheiro de poluição fica impregnado em nossas roupas e cabelos quando voltamos para casa (um fumante talvez não perceba isso.... rs).

A violência no trânsito é um problema cada vez maior e mais sério em nosso país. Atravessar uma rua no sinal fechado para os carros hoje em dia se tornou um risco também. Temos que esperar bem atentos para cruzar a faixa. Tempos atrás (sem querer ser nostálgico, até porque não tenho idade para isso e não gosto de nostalgia) marcávamos os momentos de trânsito por horários de pico e datas do ano. Hoje não mais. Toda hora é de pico e todo dia tem seus motivos para o trânsito ficar parado. Seja por obra, por acidente ou por fluxo mesmo.

Essa é a nossa realidade. Apenas quero refletir sobre isso. Não quero ser ranzinza e chato, mas tá foda!!

Aí que entra o mundo da ficção. Quando voltamos desse inferno urbano pós-moderno seja lá mais o que for isso, sentamos nossas bundas no sofá e ligamos a tv (eu cada vez menos faço isso. Ela está mentindo demais para mim, e ainda dá umas risadinhas na minha cara) assistimos coisa desse tipo:



Tudo bem, o comercial é "engraçado", isso e aquilo. Mas vem cá... tá vendendo carro ou disco? De novo, tudo bem. Como estão vendendo carro eles mostram todo o design e desempenho. Mas péra lá! Carro não se coloca no armário e nem se deixa só na garagem. Você o usa nas ruas, junto com (infelizmente) vários outros carros, pessoas, transporte público. Esse carro emite ruído, poluição, etc... Não imagino um comercial de carro diferente ou que me mostre todos esses problemas, senão não venderia.

E posso, em parte até concordar. Imagine uma situação muito normal entre os seres humanos: Eu sou um cara boa pinta, legal, inteligente, contudo também tenho defeitos e problemas, mas quero conquistar uma garota. Fica quase óbvio que ao abordar e conhecer a moça não irei falar e mostrar esses meus defeios e problemas... não é?! Então, da mesma forma, imagino eu, os donos das marcas de carros e marketeiros façam a mesma coisa. Mas será que eles estão certos? Será que a situação é a mesma? Será que a responsabilidade aí incutida vale para ambas as situações? E a ética? Ainda existe isso? Eu acho que sim. Por isso o post. Não sou marketeiro e nem especialista em carros, por isso não me venham me perguntar que comercial fazer e como fazer para vender carros sendo ético e responsável socialmente. Até porque eu diria para não se vender mais carro na quantidade que se vende e muito menos com combustíveis que poluam.

A única ética que funciona para eles (atenção!! momento lugar comum!! rs) é a ética do lucro! Mas não deveria ser. Podem ter lucro? Podem. Mas assim? Eu acho que não deveria ser. Não confio e não gosto das pessoas que preferem os fins aos meios. O mundo é o que é muito por esse tipo de indivíduo, que para ele os fins justificam os meios. E tudo vira uma pseudo festa. "Eeeeeee!! Tá tudo bem!! O mundo é assim mesmo!! Parem de ser chatos, certinhos!! Conquistem o de vocês! Eu conquistei o meu!! Me deixem!" Esse papo não dá mais.

Outro lado dentro dessa ficção, desse espetáculo da mentira e usura está nos próprios meios de comunicação! Ah! Sempre eles!!! rs
Não param de noticiar a violência no trânsito, as ruas e avenidas paradas são sempre matéria diária nos telejornais...



poluição, então, entrou de vez na pauta...



mas na hora dos intervalos comercias dessas mesmas emissoras o que mais aparece???? O quê?? O quê?? Claro, além de cerveja, casas bahia, bunda e celular.............. Comercial de carro!!!



Então acho que é isso. Cada um com seu cada um. Mas o meu cada um é estar de saco cheio de tanta mentira, tanto carro, tanta poluição, tanto trânsito... ... por isso meter pau nisso tudo, fazer a gente discutir mais é minha vontade. Ver o que queremos e pra onde queremos ir... Não vejo o carro como um problema. Pelo contrário. Uma evolução da sociedade. Nossas conquistas estão diretamente relacionadas a velocidade com que conseguimos nos transportar e os carros nos ajudaram muito nisso. Porém, vejo duas questões principais nisso tudo: Primeiro é o uso dos combustíveis. Já é mais que viável e possivel usar formas NÃO poulidoras (elétrico, ar, água, etc...). O segundo ponto são os meios de comunicação junto com as empresas de publicidade (claro, junto com as empresas automobilíticas) que criam e veiculam essas mentiras "engraçadinhas" e "bem boladas", cheio de efeitos e criatividade, mas que não têm nenhum comprometimento com a realidade e com a sociedade. Tá na hora de ficar claro que o mercado não deve ter essa autonomia desvinculada de suas responsabilidades éticas sociais, humanas. Até por que na hora do lucro a sociedade (representada por um Estado) deve se manter o mais distante possível, para não atrapalhar e criar "suas ditaduras comunistas maléficas", mas na hora do quebra-quebra, das crises financeiras (que pra mim não passam de lorota. Alguém deve estar rindo muito da gente no meio dessas crises) o mercado vem mansinho pedir empréstimos para a sociedade.

Bônus para eles. ônus para a gente.

Chega.

Zeitgeist:: The Movie

Em 2007 um filme com pretensões de mudar o mundo e as mentes que nele habitam foi lançado e distribuido pela internet. Zeitgeist (expressão em alemão que significa "espiríto do tempo") é dirigido por Peter Joseph e tem a duração de 122 minutos.
O filme é dividido em três partes.

Segue um breve resumo:
A maior história já contada - conta a origem da crença católica, entre outras e seus principais motivos para perdurar até os dias atuais;

O mundo inteiro é um palco - onde através dos acontecimentos do 11 de setembro de 2001 em NY, e a crença (técnica e com provas) de que foi um atentado planejado e construído, mostrar como profundas crises mundias e profundos choques sociais podem facilitar mudanças ou até mesmo a manutenção de velhos paradigmas que antes estavam sendo fortemente questionados;

Não se importem com os homens atrás da cortina - Mostra a formação do Federal Reserve (o Banco Central americano) e quais são os verdadeiros interesses dessa instituição na economia e na política mundial.

Zeitgeist, The Movie - Remastered / Final Edition (Google Video)

Para quem gosta de baixar filmes por torrent, segue o link:
http://www.mininova.org/tor/1628351
legenda em Pt-Br


O site do filme tem cadastro para participar de discussões, receber informativos, comprar DVD, livros e promover sessões públicas do filme.

www.zeitgeistmovie.com

Esse, ao meu ver, é a maior força da informação. Ela ser distribuída, disseminada. Precisamos não só informar, distribuir informações, mas debatê-las. Precisamos discutir nossas questões.
A ignorância é a arma do aproveitador. Esse filme nos ajuda a pensar e a ver que por detrás de muitas histórias, fatos e versões existem interesses maiores e mais poderesos. Muita coisa acontece além dos informativos que a grande mídia distribui.

Zeitgeist: Addendum

Continuação do filme Zeitgeist: The Movie.

Peter Joseph disponibilizou no dia 03 de outubro de 2008 um segundo filme documentário, que daria continuidade aos assuntos tratados por ele no primeiro filme.

Em Zeitgeist: Addendum, ele parte da premissa que todo o nosso sistema financeiro mundial é criado para que se mantenham as diferenças sociais e para que os mesmos detentores de sua produção (sim, o dinheiro é produzido, criado. Em fábricas! rs) se mantenham no controle das finanças mundiais.

O filme começa mostrando como funciona esse sistema e como ele cria dívidas em cima de dívidas. Essas dívidas um dia terão que ser pagas. E se não forem pagas, quebras como essa ocorridas agora em 2008 ou como a de 1929 ocorreram.

Muitos presidentes latino-americanos foram dados como comunistas (mesmo se fossem, qual seria o problema??) e ditadores pela "história", sendo depostos e até mortos para que um "novo" governo fosse formado e o mundo ficasse livre do medo e de "despotas" como esses. Na verdade o filme mostra como os governos norte-americanos durante anos influiram em governos de outros países, principalmente nos da América Latina, para que eles não adotassem políticas econômicas e sociais que prejudicassem os interesses econômicos das empresas americanas.

O que torna nosso mundo violento, com diferenças sociais gritantes, tanta pobreza, miséria, depressão, ganância é esse sistema monetário. Para que comecemos a mudar tudo isso, Peter Joseph traça algumas metas e dá alguns exemplos. Nenhuma mudança é fácil, ainda mais se tratando de mudanças globais paradigmáticas como essa. Mas em tempos de crise, como essa, não custa tentar! E uma dessas formas está em divulgar informação. Mostrar para os outros que o nosso buraco é muito mais embaixo. Que é muito fácil dizer que está tudo bem, que as coisas são assim mesmo, quando estamos em posição de conforto. E vou dizer mais... muitos que dizem coisas desse tipo e realmente estão em posição de conforto, diversas vezes se pegam em momentos profundos de crise existencial, depressão, tristeza, infelicidade, dúvidas sem respostas, ansiedade... e por aí vai...

Por isso sejam sempre divulgadores de informação!! Geradores e mantenedores de debates como esses!! Opiniões diferentes para se confrontarem! Sem debate não há diálogo, sem diálogo não há lógica, sem lógica não há sociedade.

Zeitgeist: Addendum (Legendado Português BR)


Para quem gosta de baixar filmes em torrent segue o link:
Filme
Legenda Pt-Br

Para visitar o site dos filmes Zeitgeist clique aqui.

"Engraçado" a Rede Globo manter essa falta de coerência e com um falso diálogo entre idéias. Querer criticar o sistema financeiro, sendo que ela se sustenta dentro desse mercado. Vivemos sob o signo da incoerência... seja nas comunicações, na política, na vida social, em nossa alimentação... pode estar parecendo papo chato bicho-grilo, mas chato está sendo ver todo dia políticos e partidos sem identidade, sem postura, sem ideologia, caráter, de ir a restaurantes e os próprios pratos já não terem coerência. Ontem um garçom me ofereceu pizza de strogonoffe!! Ou é pizza ou é strogonoffe! Os motivos (fins) são os mesmos quase sempre. Lucro. Ganhar, ganhar. Que precisamos ganhar dinheiro, nesse mundo monetarizado, é um fato. Minha grande questão é uma mentalidade e comportamento sem ética, moral, coerência por parte das pessoas e consequentemente das instituições. O restaurante serve pizza de strogonoffe porque assim ele pode absorver uma quantidade maior de clientes e assim ganhar mais, e nossa alimentação vai pro brejo! Uma casa de alimentação que não se preocupa com a saúde alimentar de seus clientes??? Na política a mesma coisa, um partido como o PMDB, que cada vez mais representa esse estado de anomia em que a sociedade se encontra. Sem identidade, coerência, posições. O PMDB, hoje, representa o que há de pior. Um saco sem fundo, onde entra quem e o que quiser... o que vale é vencer. É ter a maior bancada. Ter mais pastas e assim mais dinheiro para circular e logicamente (infelizmente) desviar mais para cofres pessoais e não públicos. Podem perceber, estamos assim também na área dos esportes, religião, moda, comércio (nem precisava citar), e por aí vai. Acredito que uma das melhores formas para mudarmos isso é ampliar os lugares de debate público, de distribuição das informações.

A Rede Globo (como muitas outras emissoras) passam o dia inteiro em sua programação, de forma direta ou indireta, retificando o pensamento capitalista, monetarista, competitivo (seja em matérias, programas, propagandas, etc) e quando esse sistema mais uma vez se mostra falido e gera crises (ou seria melhor "crises"?) eles me colocam um mala-sem-alça (que raramente fala alguma coisa interessante) comentar sobre essa "crise" e ainda por cima criticá-la. Isso pra mim é incoerência, é mentir, fingir. Sei que não estou falando nenhuma novidade. Mas quero deixar minha voz somar com outras.

Arnaldo Jabor no Jornal da Globo.


Mas para quem não quer ficar só ouvindo essas bobagens cotidianas do Jabor e seus colegas de trabalho, segue um texto interessante sobre a crise capitalista retirado do site Agência Carta Maior. Texto do economista francês François Chesnais (Professor titular de ciências econômicas na Universidade Paris-XIII-Villetaneuse).
segue o link:
www.cartamaior.com.br/textofrancoischesnais

Sed, invasion gota à gota


Sed, ivasion gota a gota (Google Video)



Este documentário argentino de 2005, dirigido pela docuementarista Mausi Martinez, fala sobre o Aquifero Guarani, a maior reserva de água doce do planeta. e os verdadeiros interesses políticos e econômicos por detrás dele. O filme tem uma duração de 73 minutos.

O Aquífero localiza-se sob as regiões do Brasil (70%), Paraguai, Uruguai e Argentina.
Segundo estimativas daria para abastecer a população mundial por 200 anos. Porém, segundo especialistas, grandes áreas do complexo já estão sendo contaminadas por despejos tóxicos e mal uso do solo.

O filme, falado em espanhol e português (ainda não encontrei versão legendada para o português) mostra como o governo dos EUA pouco a pouco vão se aproximando dessa região, dizendo-se preocupados com as áreas de conflito na tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil.

Filme de extrema importância para nos informarmos sobre o que está realmente acontecendo com os recursos naturais em nosso planeta e como politicamente esse assunto está sendo tratado (ou melhor, "escondido") pelas autoridades e principais veiculos de comunicação.

Mais informações técnicas sobre o Aquifero e sobre o caso entrem nos seguintes links:
Wikimedia
Wikipedia
herbario.com.br

Para quem gosta de baixar filmes através de torrent:

Torrent via ThePirateBay


Mundo cíclico, pensamento linear

Vídeo: A história das coisas

O ótimo vídeo "A História das coisas" (no original "The History of Stuff"), produzido pela Fundação Tides e os Estúdios Free Rangers, tem como intuito informativo e educacional mostrar como o nosso sistema de produção e consumo está em crise. Quanto mais compreendermos esse nosso sistema e tentarmos aos poucos alterar nossos hábitos cotidianos e cobrarmos mais uns dos outros atitudes mais coerentes em relação ao nosso ambiente, provavelmente ainda teremos tempo para reverter essa situação de degradação ambiental, social, econômica e política em que estamos vivendo.

Vale a pena conferir!

Versão dublada


Para assistir a versão com legendas clique aqui.

Créditos iniciais

Me acostumei a não acreditar no que os principais meios de comunicação transmitem em suas programações diárias de rádio, tv e impresso. É aquela velha história, as empresas de comunicação são vinculadas a grandes conglomerados empresarias, que em suas GRANDE maioria se voltam principalmente e somente ao lucro e por isso peneram e decidem o que e como as notícias, os discursos vão ser veiculados por esses meios, etc, etc, etc...

Com o advento da internet e outras mudanças estruturais e tecnológicas em nossa sociedade, podemos hoje criar nossos próprios meios (esse blog e muitos outros são exemplos disso) e transmitir nossas próprias idéias. Mas não será uma infinita porcetagem maior de espectadores que essas grandes empresas de comunicação irão alcançar em relação a esse meios alternativos?

Mas o meu maior interesse em criar esse espaço foi dar lugar a discursos e debates sobre os temas que envolvem nosso dia-a-dia, seja micro ou macro. Assuntos que vão de política, meio ambiente, até religião e economia. Criar um lugar onde as informações, os discursos que não ganham espaço suficiente ou mesmo nenhum nas grandes mídias sejam disseminados por aqui e daqui por diante, como uma torrente.

Pretendo fazer isso principalmente através de filmes e vídeos. Textos também serão frequentes. Textos de minha autoria ou de outras fontes que me permitairem utilizá-las aqui. Videos e filmes serão exibidos diretamente pelo blog ou por meio de links. Não serão de minha autoria, mas sim filmes e videos que tratem desses assuntos que já estão circulando pela rede. Sejam longas, curtas, antigos ou lançamentos.

Pretendo ser uma fonte dispersadora de informação e de discursos que não encontram lugar na grande mídia. Discursos e debates que ultrapassem o lugar comum e mostrem que há muito mais coisa entre a televisão e a nossa poltrona que nossa vã filosofia de "butiquim" não explica.

Vou parando por aqui.... acho que tenho mais a falar... mas quero deixar que isso venha aos poucos.

Obrigado pela atenção e espero que goste.

Semeie. Semeie sempre! Principalmente a informação!